Pular para o conteúdo principal

Rebuliço filosófico


Quer saber de uma coisa, Antônio? 
Acho melhor não , depois fico sabendo do que não quero . 
Mas como não quer se não sabe ?
Não sei, não quero 
e se eu te dissesse que já sabe ?

Então te diria que quero.

Agora que sabe que já sabe você quer?
Mas agora não é preciso lhe contar
Claro que é preciso, sei tantas coisas
Mas já que sei, agora quero 

Não se preocupe Antônio, só queria mesmo que soubesse
Como agora já sabe, podemos ir embora
Mas como vou saber do que de fato é esse saber? 
Tantas coisas passam pela minha cabeça agora, tantos momentos

É isso Antônio, basta que disso saiba
Por que diz isso? Não resta saber de outras coisas?
Resta sim, mas o que buscamos dentro de nós mesmos nos constrói, nos faz ser verdade
Então por hora resta isso, esses momentos que estão gravados em ti. 

Vixe, onde aprendeu isso?
Não é preciso aprender isso Antônio, vem com a gente 
Mas só agora que vi... não entendo
É assim mesmo, lembra quando pai dizia que a vida era um rebuliço? A filosofia também é!






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vagabond: ou o melhor mangá de todos os tempos! ( Part.1)

Confesso a vocês que depois que coloquei esta imagem para escrever esta resenha, tive que parar, pegar novamente os mangás, reler , pelo menos o primeiro por completo, para sentir como é, novamente,o sentimento único que esta leitura consegue proporcionar em nós, para só assim tentar transmitir, dentro das minhas limitações como escritor,  o que e o quão importante é esse mangá. A proposta deste blog, deste o início foi a de criar um conteúdo que refletisse o que nós sentimos, um conteúdo que nos identifique. Tal que ao escrevermos, busquemos colocar em cada linha um pedacinho do que acreditamos, de nossa visão, do nosso ponto de vista, do que nos marcou. Essa é a proposta do blog, ser esse diferencial.  Talvez aqui vocês não encontrarão uma resenha ampla sobre determinado tema, técnica demais, mas eu tenho a certeza de que encontrarão sentimento em cada palavra aqui escrita.   Então, mãos à obra! Quem é a mente por trás deste mangá? Seu nome é Takehiko Nariai ...

Conto da faxina

  Paula Freire Estava no cabeleireiro folheando uma revista enquanto aguardava minha vez de cortar o cabelo. Detesto esperar no cabeleireiro, mas isso é, às vezes, inevitável. Então sou obrigada a ouvir os mais variados tipos de assuntos para boi dormir, ou se for um boi um pouco mais sensível que o comum para sua espécie, o boi poderá querer se suicidar. Nessas horas procuro trancar meus ouvidos para não ser saraivada pelos mais estapafúrdios tipos de impropérios. Geralmente, coloco meu ipod num volume considerável e fico folheando alguma revista de conteúdo altamente instrutivo, aqueles tais, que sem os quais, a sociedade permanece tal e qual. Daí, quando olho para a cara das madames e vejo suas bocas se articulando, prefiro pensar que estão mascando um chiclete ou que estão fazendo uma ginástica facial para levantar um pouco as estruturas musculares, já desfalcadas de elastina e colágeno. E com isso, poupo minha mente e meus ouvidos de tanto entulho. ...

Versos livres de tudo

Versos livres de tudo Chore! Chore! Mas que adianta chorar? O choro não reconstrói o que se destruiu! Ele torna úmido o que há muito tempo tem sido árido. Mas tornar úmido parece ser um bom sinal, não? Por que seria? Pois é preciso que se regue até o mais profundo das dores para que nasça um recomeço. -- Pedro Augusto Braz Ribeiro Terra